Presidente em Foco

Poucas horas e muitas mudanças.

Não teremos a Pátria que Deus nos destinou enquanto não formos capazes de fazer de cada brasileiro um cidadão, com plena consciência desta dignidade. (Tancredo Neves, 15/1/1985, discurso de posse)

Somos 208,5 milhões de brasileiros, vivemos em 5.570 municípios, sendo a cidade de São Paulo, ainda, a que registra o maior número, 12,2 milhões de pessoas. Esses dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No próximo dia 7 de outubro, 147,3 milhões de brasileiros aptos para votar podem mudar o futuro da Administração Pública.


As eleições gerais, a cada quatro anos, permitem essa renovação democrática de planos de trabalho. O preparo para esse dia começa muito antes, com os interessados e seus programas de governo, que nem sempre são compreendidos pela maioria da população. Nós, servidores públicos, precisamos analisar com muitos critérios os programas dos candidatos. Alguns lançam soluções para todos os problemas, mas não conhecem o nosso dia a dia. Aliás, conhecer de perto a necessidade do cidadão é muito mais fácil para quem trabalha na área de Saúde, Educação, Segurança Pública, Habitação e Trabalho e Emprego. Nem sempre os candidatos ouvem os servidores, mas certamente após eleitos vão impor seus programas ou pior, às vezes, mudam completamente seus planos. Nos últimos anos vimos desastres deixarem em cinzas algumas cidades brasileiras, por exemplo, Mariana (MG), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), considerando, apenas algumas expressivas tragédias. Cotidianamente milhares de brasileiros vivem suas pequenas tragédias pessoais e várias delas pela ineficiência dos governos. Os maus administradores deixam rastros de destruição em todas as esferas, prejudicando a coletividade.


A máquina pública, assim chamada pelos especialistas, não pode ser comandada por quem não entende dos processos da administração pública ou por profissionais que insistem em modelos não adequados à nossa realidade. Sabemos que a moderna administração do Estado abriu perspectivas para novas formas de gerenciamento dos serviços, com alguns exemplos de sucesso e outros graves fracassos. Por isso, em todas as reformas estruturais é fundamental a participação dos servidores públicos, mesmo quando não são convidados para o debate. É preciso participar, porque a omissão, geralmente, cobra um preço bem alto da categoria.


Espero que o mês de setembro marque como um tempo especial para os brasileiros esquecerem as rivalidades políticas e, de forma amadurecida, escolherem os novos deputados, senadores, governadores e presidente da República. É sempre importante frisar que a má gestão dos recursos públicos pode até matar pessoas, impedir o crescimento socioeconômico e, infelizmente, desaparecer com a História.

Antônio Carlos Duarte Moreira - Presidente da AFPESP

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