Atividades destacaram importância histórica da academia e atuação dos servidores
Por Jéssica Silva e Catiane Santos
A 105ª Reunião Ordinária da ALCA (Academia de Letras, Ciências e Artes) AFPESP, que aconteceu na quinta-feira (8), na Sede Social, celebrou os 23 anos de fundação da academia. Compuseram a mesa da atividade o presidente da ALCA, Aclibes Burgarelli; o 2º vice-presidente da academia, Antônio Carlos Duarte Moreira; a secretária Janethe Akiko Nakamura Monteiro; a 1ª membra da Comissão de Admissão da ALCA, Elvira Stippe Bastos; e o convidado Além Santos, membro da Academia Literária de São Carlos.
Abrindo as falas da reunião, Burgarelli citou uma parábola da cultura chinesa sobre a vida humana, que se desenvolve usando o “rosto”, como espelho da alma, e as “máscaras”, criadas pela vontade. Alimentar somente as máscaras, conforme contou, é sedutor e pode resultar em alegrias passageiras, mas também no esquecimento do que é verdadeiro, o “rosto”.
“Um dos objetivos da ALCA é exatamente o uso da nossa individualidade, do que é verdadeiro. Não temos a pretensão de enaltecer máscaras; a academia é um caminho para manter o ‘rosto’ vivo”, destacou.
Duarte Moreira em sua fala lembrou dos concursos de contos promovidos pela AFPESP entre seus associados, na década de 1960, e de crônicas, na década de 1990. “Em 1998 começou a ecoar essa ideia para prestigiar os associados e incentivar os trabalhos literários e, em 2003, materializamos a ALCA”, contou.
A academia foi fundada em 30 de outubro de 2003, com 60 acadêmicos membros, sendo 20 na cadeira de Letras, 20 na cadeira de Ciências e 20 em Artes. “Quando nos reunimos a primeira vez, não imaginávamos que chegaríamos até aqui. É uma vitória, uma demonstração do que o servidor público é capaz. Nós, que muitas vezes não somos valorizados nos cargos que ocupamos, estamos aqui nos revelando como verdadeiros artistas”, celebrou Elvira Stippe Bastos, membra fundadora da ALCA.
Além Santos parabenizou a academia: “é uma alegria estar aqui. Estou aprendendo muito e me sinto muito estimulado pelo trabalho da ALCA”.
Mesa da reunião da ALCA-AFPESP: Antônio Carlos Duarte Moreira (à esquerda), Aclibes Burgarelli, Janethe Akiko Nakamura Monteiro, Elvira Stippe Bastos e o convidado Além Santos. Foto: Eliza Izumi Torres
A reunião seguiu com manifestações e leitura da carta enviada pelo acadêmico Emerson Sousa Zalotti (cadeira nº 13 de Artes). “Há mais de duas décadas, este sodalício se firmou como um farol de erudição, sensibilidade e humanismo, guardando e cultivando o que há de mais nobre no espírito humano”, declamou Elvira.
E prosseguiu: “celebramos as Letras, que nos encantam com beleza e o lirismo da poesia [...] É através da palavra escrita que damos voz à nossa alma. Engrandecemos as Ciências, que enriquecem os laços da vida com a força da verdade e da descoberta. E nos curvamos diante da arte, que colore as nossas existências, transcende as barreiras do tempo e traduz em cores, formas e sons aquilo que a razão, por si só, jamais conseguiria explicar”.
Em seguida, foi entregue certificado aos participantes da Expo ALCA 2026, que aconteceu nos dias 8 e 9 de setembro. Ainda, todos os acadêmicos receberam um bóton em comemoração aos 23 anos da academia.
Momento de encontro e celebração
A reunião da ALCA foi precedida de almoço de aniversário, também na Sede Social, na capital paulista, com a participação dos acadêmicos, integrantes dos órgãos diretivos da AFPESP e convidados. A trilha sonora ficou a cargo do grupo Incanttus Musicais.
Prestigiando a atividade, o presidente da Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), Francisco Antônio Poli, destacou a importância da ALCA. “Os servidores precisam disso, ter mais contato com a arte, literatura, com a ciência e, principalmente, ter esses momentos de confraternização”, ressaltou.
O fundador da ACADPESP (Academia de Ciências, Letras e Artes dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), Abrahão José Kfouri Filho, também marcou presença. Para ele, celebrar o 23º aniversário da ALCA é como uma “consagração da alma, do espírito; a divinização da vida”.
Da esquerda para a direita: Abrahão José Kfouri Filho, Artur Marques e Francisco Antônio Poli. Foto: Eliza Izumi Torres
Participaram também do almoço comemorativo Dalmar Cassapula (presidente do Conselho Fiscal), Gilmar Belluzzo Bolognani (2º vice-presidente da Diretoria Executiva), Adherbal Silva Pompeo (1º tesoureiro da AFPESP); além dos coordenadores Manoel Diniz Junqueira (Coordenadoria Administrativa), Ulysses Francisco Buono (Assistência à Saúde), Eduardo Primo Curti (Associativismo), Adevilson Custódio (Gestão Administrativa das Unidades Regionais) e Silvia Lin Mei Tchun (Patrimônio).
