Por Maria Fernanda A. Saiani Vegro
Como podemos definir a criatividade? Será um dom inato? Quando pensamos em criatividade inevitavelmente tendemos a associá-la à expressão de um grande gênio, seja na ciência ou na arte, e comumente nos situamos distantes da possibilidade de aprendê-la e desenvolvê-la no cotidiano mais banal de nossas vidas.
Porém, muitos estudos mostram que ela pode ser estimulada e manifestada em diferentes níveis e campos de saberes, desde nossas inter-relações mais simples com as pessoas, o ambiente, os objetos até à subjetividade complexa do artista, que se surpreende com o resultado e a beleza exuberante de sua obra. Por exemplo: o relato célebre do encontro de Michelangelo com sua obra escultórica recém-concluída, quando murmura as seguintes palavras: fala Moisés! Entrelaçando a arte com a vida.
Também, sob o capitalismo desde a criação da publicidade e do marketing, a criatividade é reconhecida como um recurso essencial para a inovação, seja para o desenvolvimento de produtos ou nos processos organizacionais, administrativos e como relevante habilidade para a inserção de pessoas no mercado de trabalho.
É o que mostra o relatório Future of Jobs (O Futuro do Trabalho), de 2025, realizado pelo World Economic Forum[1] na sessão que aborda as principais habilidades exigidas hoje pelos empregadores para os trabalhadores de grandes empresas e indústrias globais. Dentre as 26 habilidades avaliadas, destaca-se:
1º) Pensamento analítico;
2º) Resiliência, flexibilidade e agilidade;
3º) Liderança e influência social;
4º) Pensamento criativo;
5º) Motivação e autoconsciência.
A reunião dessas habilidades enfatiza a importância para as empresas na admissão de trabalhadores com qualidades cognitivas, pessoais e interpessoais[2], constando o pensamento criativo no quarto lugar, mas com a exceção do pensamento analítico que segue os imperativos da razão, certamente, o conceito de criatividade compreendido de modo amplo por muitos pesquisadores, também permeia o segundo e terceiro lugar da lista das competências descritas acima, como veremos adiante.
Então, como devemos entender a criatividade de modo amplo? Como um processo? Como uma ferramenta para solução de problemas? E quanto às características comportamentais da pessoa criativa, à importância do ambiente, da cultura e da sociedade, de que modo influenciam seu florescimento?
Diversos autores dos campos da psicologia, neurociências, pedagogia e artes se debruçaram em estudos para entender o comportamento, as características da personalidade, a importância do ambiente e do contexto sociocultural para o desenvolvimento da criatividade.
A partir dos anos 1950 iniciaram-se as pesquisas modernas sobre o tema da criatividade[3], principalmente, para caracterizar o pensamento criativo e a personalidade criativa (NAKAMURA-GONINO; ARAUJO, 2022, p. 165, 166). Posteriormente, o comportamento criativo foi abordado por psicólogos cognitivos.
Recentemente, pesquisas que tratam a criatividade de modo individual foram substituídas por uma abordagem que considera tanto os traços de
personalidade da pessoa criativa como a influência de fatores sociais, culturais e históricos responsáveis para o desenvolvimento da criatividade (IBIDEM).
Segundo Paul Torrance (1976) o funcionamento mental pleno depende do pensamento criativo, presente quando o indivíduo identifica um determinado problema, percebe lacunas ou elementos faltantes perturbadores, forma ideias ou hipóteses a respeito dele, testa hipóteses, e, por fim, comunica os resultados, possivelmente alterando as hipóteses. Nesse sentido, o pensamento criativo atua de um modo não pragmático, ou habitual, abrindo-se a novas experiências, na proposição de um novo padrão de pensamento, ou seja, construindo novas relações entre todos os aspectos a ser considerados numa determinada situação que surgem hipoteticamente para serem testadas e avaliadas por todos os indivíduos envolvidos nesse processo.
De acordo com o autor, o pensamento criativo poderia ser estimulado e desenvolvido considerando-se também contextos ambientais diversos, pois “todos os indivíduos possuem potencial criativo, reconhecendo suas diferentes formas de expressão (verbal, figural, corporal, entre outras)” (WECHSLER & NAKANO, 2020, p. 31).
Torrance aplicou muitos testes para descrever as principais características do comportamento criativo e aferiu 84 traços de personalidade dos indivíduos altamente criativos, dentre eles destacam-se: “consciência do outro, altruísmo, espírito ‘aventuroso’, perplexidade diante das coisas, crítica construtiva, coragem, atração pelo mistério e pela desordem, descobridora de defeitos, curiosidade, independência de pensamento e julgamento, persistência, preferência por ideias complexas, sensibilidade a estímulos externos e ideias alheias, consciência de si, autoconfiança, obstinação, meticulosidade, versatilidade e disposição para correr riscos” (TORRANCE, 1976, pp. 85, 86).
Alguns autores, também criaram modelos de processos criativos discutidos até os dias de hoje, como, por exemplo, o modelo clássico de Graham Wallas.
Para Wallas (1926) existem quatro dimensões no processo criativo: a fase de preparação, a fase de incubação, a fase de iluminação e a fase de verificação (GONTIJO et al., 2019, p. 20).
Na fase de preparação o indivíduo identifica um determinado problema; analisa-o, pesquisa quais as ferramentas podem utilizar para sua solução, experimenta e se organiza para criar. Na fase de incubação o indivíduo continua com o foco na solução do problema mesmo exercendo outras atividades, seja elaborando associações ou construindo relações com seu conhecimento a nível inconsciente. Já a fase de iluminação ocorre o momento do insight, quando inesperadamente o sentido surge como forma de recompensa pelo esforço investido na resolução de um determinado problema. Por último, a fase de verificação é a hora de testar a ideia, aperfeiçoá-la para validá-la ou abandoná-la (PERAÇA, MONTOITO, 2023, p.8).
A partir dessa definição em etapas do processo criativo, outros autores se propuseram a discutir e atualizar o modelo de Wallas.
Entretanto, de acordo com os autores da teoria humanista, como Rogers, Maslow e Rollo May que pesquisaram a gênese do ato criativo e as condições, de sua expressão, a criatividade pode ser caracterizada como uma busca para a autorrealização, que conjuga questões internas do indivíduo com um ambiente acolhedor, estimulante, que favorece a liberdade de ação, escolhas, para a manifestação do potencial criativo dos indivíduos (ALENCAR; FLEITH, et al, 2013).
Cabe destacar que muitas vezes a criatividade não encontra um canal para sua expressão devido a “um ambiente que estimula o medo do ridículo e da crítica” (ALENCAR & FLEITH, 2003, p. 9). Desse modo, a criatividade pode ser considerada “um processo sociocultural e não apenas um fenômeno individual” (IBIDEM, p.16).
Em 1990, nos Estados Unidos da América, na Universidade de Buffalo, inúmeros pesquisadores se reuniram para discutir o tema da criatividade. Como resultado desse encontro foi proposta uma conceituação alargada, considerando-se a criatividade como a articulação de processos cognitivos, traços de personalidade, variáveis ambientais e aspectos inconscientes (WECHSLER, 1993).
Nessa perspectiva, partimos do pressuposto que a criatividade pode ser definida como uma relação entre o indivíduo, traços de personalidade, aspectos
conscientes e inconscientes (um impulso que encontra formas de expressão, respostas a problemas, realiza produções) e a conjuntura social, histórica, cultural.
No Brasil, reunindo pesquisas dos autores citados acima com estudos da neurociência, a professora Eunice Vaz Yoshiura[4], da Universidade Estadual Paulista, criou o método denominado P.E.R.A. (percepção, expressão, recepção e ação) com o objetivo de desenvolver o potencial criativo dos indivíduos, seja nos âmbitos acadêmico, empresarial ou mesmo no dia a dia das pessoas promovendo um novo “estar no mundo” com uma consciência ampliada.
Nesse sentido, Yoshiura inicia o método P.E.R.A. a partir de atividades vivenciais focadas na percepção (P.) que se expande com o uso da arte e estímulos sensoriais associados com exercícios de relaxamento que eliminam juízos e barreiras psicológicas que impedem a fruição da sensação de tranquilidade e bem-estar, centrais para o mergulho no processo criativo. Na sequência (E.), a autora por meio de comandos verbais e materiais diversos como papéis, tintas, argila, o corpo, peças de madeiras recortadas etc. solicita aos participantes de seus cursos um estado de abertura para o novo, para que expressem sua singularidade, em outras palavras, o que sentem. Na etapa da recepção (R.), o resultado plástico, poético ou corporal realizado pelos seus alunos é discutido individualmente e coletivamente na busca de pontos de vistas diferentes que envolvem novas descobertas, muitas vezes intuitivas. Por fim (A.), ou seja, a Ação, diz respeito ao processo tecido ao longo das atividades propostas nas etapas anteriores que passam a ser consideradas um molde capaz de plasmar simbolicamente o processo criativo no cotidiano das pessoas que se traduz em atitudes concretas, um novo olhar para os problemas e para o mundo.
Para Yoshiura existem processos mentais subjetivos e objetivos relevantes que necessitam ser considerados e entrelaçados para a manifestação
da criatividade, como, por exemplo: sensações, emoções, intuição, pensamento holístico, a aparição de um insight, assim como, racionalidade, ordenação, organização e a lógica matemática.
Nessa perspectiva, o sociólogo italiano Domenico de Masi considera como elemento fundamental para a manifestação da criatividade a emotividade, pois na sociedade industrial foi a razão que sempre assumiu grande protagonismo. Para o autor “emoção, fantasia, racionalidade e concretude são os ingredientes da criatividade”. Por um lado, a racionalidade garante a eficiência das tarefas, mas por outro lado, sem emotividade não há criação do novo. Então, para a criatividade florescer ela depende da imbricação da racionalidade com a emotividade (DE MASI, 2000, p.152).
Ainda segundo De Masi, um traço marcante da criatividade é que ela reúne o jogo ou lazer, o estudo, e o trabalho numa única dimensão que em outros tempos, eram consideradas dimensões separadas. O ócio criativo seria para o autor o momento da diluição dessas especificidades que favorece a aparição de algo inédito, do insight, de novas possibilidades para a solução de nossos problemas, (IBIDEM, p.16).
Também, como vimos para Alencar & Feith a criatividade não se vincula somente a um traço individual de personalidade, mas é um processo sociocultural, ou seja, depende de um ambiente acolhedor, de relacionamentos sociais que potencializam o eu individual, do estímulo interno e externo ao aprendizado e da imbricação entre os aspectos subjetivos e objetivos inerentes ao ser humano.
De acordo com o quadro acima percebemos que a criatividade, mais do que o atributo de um grande gênio ou de um artista pode ser empregada a nosso favor para solucionar problemas individuais e coletivos, para realizarmos tarefas, atividades que potencializem nossa existência.
Não por acaso, o pensamento criativo ocupa o quarto lugar entre os 26 atributos necessários para os funcionários das grandes empresas globais no relatório The Future o Jobs 2025. Porém, mais do que a criação de algo novo, constatamos que o processo criativo é complexo e exige várias etapas de compreensão de um determinado problema.
Se prestarmos atenção nas etapas descritas nesse pequeno texto, na importância do investimento na expansão de nossa percepção, do contexto ambiental, do elo possível de se construir entre o tempo de lazer, aprendizado constante e trabalho como produção, seja no período de trabalho remunerado ou em momentos quando realizamos produções como um bordado, tocamos um instrumento, pintamos, desenhamos, cozinhamos, escrevemos, podemos, certamente, considerar de grande relevância as atividades realizadas na Coordenadoria de Educação e Cultura da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP) para o desenvolvimento do potencial criativo de seus associados.
Poderíamos elencar inúmeros exemplos da potência silenciosa desse trabalho que envolve atividades artísticas, o aprendizado de um novo idioma e o fomento à cultura como exposições, passeios, cinema etc. Inseridos nesses propósitos os associados encontram um espaço acolhedor, aberto à socialização e às trocas de conhecimentos que, sem dúvida, estimula o desenvolvimento e o uso profícuo da criatividade.
Dentre os relatos dos associados da AFPESP, um que merece destaque como um exercício de criatividade é o da senhora Terezinha Ribeiro de Oliveira, que frequenta as aulas de desenho com o professor Tiago. Um dos desenhos que realizou no ano de 2025 foi uma releitura artística de uma fotografia antiga do seu pai, falecido em idade precoce, realizada num estúdio fotográfico nos anos 1950, na qual ele posava glamoroso e altivo. Segundo a senhora Terezinha, esse exercício de observação propiciou a ela uma reconexão intensa com seu pai, reconstruindo um passado distante que veio à tona ressignificado através da atividade do desenho. Esse movimento exigiu trabalho, observação e a expansão de sua percepção sensível. Com isso, o resultado do seu desenho não foi uma cópia fiel da fotografia, mas a descoberta de um novo olhar para seu pai, que se concretizou num rosto mais alongado e uma postura mais natural e afetiva.
De acordo com o ilustrador e professor de pintura da AFPESP João Alves, a verve da arte moderna, cujo objetivo central foi a obsessão pela criação do novo –muitas vezes ininteligível por distanciar-se da representação do figurativo ou da realidade familiar – com uma de suas vertentes totalmente abstrata expressa em riscos, rabiscos ou simples depósitos de tintas sobre telas – exigiu muito trabalho, exercícios intensos de observação por parte do artista da realidade como representação para ele alcançar a liberdade de pintar e se consagrar como um pintor modernista célebre. Muito trabalho com o figurativo, aprendizado e tempo livre foram os fundamentos que permitiram a liberdade da criação, como crítica da própria realidade e expressão. Como vimos, o insight provém de matérias sedimentadas no tempo, não se origina na tábula rasa.
Também, para Na Fun Zhang, aluna de João Alves que pinta predominantemente aquarelas, o exercício da criatividade, frequentemente estimulado pelo professor nas suas aulas, é responsável por desvelar detalhes, novos olhares, o invisível que se torna visível no ato de executar suas composições artísticas. Para Na Fun, o ato criativo se encontra associado à saúde mental e emocional.
No interior desse cenário, a criatividade muito além de ser considerada um atributo significativo para funcionários de empresas globais cumpre também o papel de impulsionar de modo novo nossas produções, desde as mais simples, como criar a receita de um bolo, às mais complexas. Uma manifestação criativa necessita estímulos, prescindirmos da acomodação e do repetitivo, quer dizer, fazermos o mesmo trajeto por caminhos diferentes, observarmos novas paisagens, estarmos abertos a novas experiências, assim como problemas a serem solucionados. Mas, para isso, precisamos nutrir nossos conhecimentos e nossa curiosidade positivamente, nunca pararmos de aprender, estudar, expandir nossa percepção do mundo e buscarmos sempre ambientes favoráveis, salutares que potencializam nossa existência.
Nesse sentido, resta-nos aplaudir as atividades oferecidas pela Coordenadoria de Educação e Cultura da AFPESP e esperar mais engajamento por parte de seus associados para investirem em seu “eu criativo”, explorando novas possibilidades para suas vidas a partir do alargamento da sua percepção, do uso ativo de seus dois hemisférios cerebrais, do entrelaçamento dos aspectos subjetivos e objetivos envolvidos principalmente na arte, inseridos sobretudo num ambiente acolhedor, que promove trocas de ideias e socialização.
Certamente, tal contexto pode servir de “molde” para um novo formato de cotidiano, para nossas escolhas e realização de nossas tarefas diárias.
Esse pequeno texto não é mais que um convite para todos os associados para a possível manifestação dessas promessas! Não deixemos silenciar a criatividade que certamente pode ser desenvolvida e aprimorada nos cursos promovidos pela AFPESP.
Referências Bibliográficas:
ALENCAR, E. S. de, & FLEITH, D. de S. Criatividade: Múltiplas perspectivas (3o ed). Editora Universidade de Brasília, 2003.
ALENCAR, E. M. L. S., & FLEITH, D. S. Criatividade: Múltiplas perspectivas (4ª ed.). Brasília: EdUnB, 2009.
AS HABILIDADES do futuro, segundo o Relatório Futuro do Trabalho 2025 (2025). Disponível em: <https://www.galena.com/blog/habilidades-do-futuro-segundo-o-relatorio-futuro-do-trabalho-2025>. Acesso em: 20/12/2025.
DE MAIS, Domenico. O ócio criativo. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
FLEITH, D. S., & ALENCAR, E. M. L. S. (Eds.). (2013). Superdotados: Trajetórias de desenvolvimento e realizações. Curitiba: Juruá.
GONTIJO, C. H., CARVALHO, A. T. de, FONSECA, M. G., & FARIAS, M. P. de. (2019). Criatividade em matemática: Conceitos, metodologias e avaliação. Em Portal de Livros da UnB. Editora Universidade de Brasília.
PERAÇA, Graça; MONTOITO, Rafael. Criatividade e pensamento criativo: um estudo prático sobre os modelos de Wallas e Hadamard. Zetetiké, Campinas, SP, v.31, 2023, pp.1-17.
NAKAMURA-GONINO, Camila; ARAUJO de Gustavo M. Criatividade científica: pesquisadores e métodos criativos (2022). Disponível em: <file:///C:/Users/celso/Downloads/stamiko,+08_190106CriatividadeCientificaOK.pdf>. Acesso em: 10/01/2026.
TORRANCE, E. Paul. Criatividade: Medidas, testes e avaliações. São Paulo: IBRASA, 1976.
WECHSLER, S. M. Criatividade: descobrindo e encorajando. Campinas: Psy, 1993.
WECHSLER, S. M., & NAKANO, T. de C. (2020). Dimensões da criatividade segundo Paul Torrance. In M. Pereira & D. Fleith (Orgs.), Teorias da criatividade (pp. 15-46). Campinas: Alínea.
[1] Esse relatório tem acompanhado as tendências tecnológicas, econômicas e sociais em evolução e reúne dados globais de mais de 1.000 empregadores, envolvendo 14 milhões de trabalhadores, 55 economias e 22 setores da indústria com o objetivo de desenhar o cenário contemporâneo dos empregos emergentes entre 2025-2030.
[2] Além das habilidades já citadas o relatório também aponta outros desenvolvimentos centrais com crescimento significativo até 2030 como a importância da Inteligência Artificial e da Big data, da alfabetização tecnológica e da proteção de dados e redes. Entretanto, embora haja um forte apelo à exploração dessas tecnologias, as aptidões humanas continuarão sendo centrais para os empregadores.
[3] O interesse pelo desenvolvimento de pesquisas na área de criatividade é relativamente recente. Foi somente após o discurso de Guilford, em 1950, quando presidente da Associação Americana de Psicologia, que esse tópico passou a atrair a atenção de pesquisadores, dando início, então, ao desenvolvimento de inúmeras investigações de aspectos relativos à criatividade (Alencar e Fleith, 2003, p. 61).
[4] A professora Eunice Vaz Yoshiura, fundamentada em suas pesquisas de mestrado (1982) e doutorado (1992), desenvolvidas na Universidade de São Paulo (USP), fundou, em 1998, na Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Centro Interdisciplinar de Estudos da Criatividade (CIEC) com o objetivo de realizar pesquisas e desenvolver de modo abrangente o método P.E.R.A. A autora desse artigo foi cofundadora do CIEC e os relatos a seguir descrevem sua observação e trabalhos realizados em conjunto com a professora Eunice.

Maria Fernanda A. Saiani Vegro é associada da AFPESP, arquiteta/urbanista; mestre em História da Arte e doutora em História e Teoria da Arquitetura pela Universidade de São Paulo. Foi cofundadora do Centro Interdisciplinar de Estudos da Criatividade (CIEC).
