Por Antônio Carlos Duarte Moreira
Há 45 anos, assinalados em 1º de maio de 2026, comemoramos o lançamento da Pedra Fundamental da maior obra dos servidores públicos da América Latina, que seria a nossa Unidade de Lazer AFPESP Guarujá.
Essa obra teve aproveitamento total da área onde a entidade, a AFPESP, tinha a sua primeira colônia de férias.
Naquele ano, em 1981, a entidade estava comemorando os seus 50 anos de existência. Para assinalar esse magno acontecimento associativo foi promovida uma festa de congraçamento que transcorreu num ambiente de muita alegria e com a afluência de diretores, conselheiros e autoridades. Para falar da importância do acontecimento destacamos os pronunciamentos do conselheiro decano, desse Conselho Deliberativo, José Caccáos e, após, usou da palavra o conselheiro Rui Cardoso de Mello Tucunduva.
Lançou a Pedra Fundamental o saudoso diretor econômico-financeiro, Sebastião Nunes do Amaral, que falaremos dele em seguida. Registre-se que a Pedra Fundamental localizou-se onde, após a conclusão do prédio, seria erigido no saguão nobre o busto do patrono e idealizador da obra, presidente e conselheiro vitalício Wilson Ribeiro. O Senhor Nunes era o homem que tomava conta do dinheiro, ensinou-nos a preservarmos a semente da poupança em favor dos associados da entidade.
O Presidente da associação, Wilson Ribeiro, que tomou para si esse hercúleo trabalho de oferecer ao associado o futuro conjunto que se tornaria o maior exemplo do associativismo dos servidores públicos, a obra do Guarujá. Assim se expressou o incansável Wilson Ribeiro: “Acreditamos no trabalho desenvolvido por todos, diretores, conselheiros, funcionários e associados, trabalho que se escuda numa fé inquebrantável à busca do tão almejado ideal comum que é o do levantamento constante da nossa querida e insuperável AFPESP”. Todos os ex-presidentes que o antecederam somaram esforços também, lançaram sementes que se acumularam e permitiram que a entidade alcançasse sua magnitude.
Excelente administração
Essa magnifica obra foi fruto da rigorosa administração da receita de contribuições dos seus então 90 mil associados (época do lançamento).
Naquela oportunidade, o primeiro projeto de construção elaborado previa a edificação de um prédio com três andares constituído de 60 apartamentos e demais unidades básicas. Tratava-se de uma proposta considerada tímida pela comissão de obras, presidida por Wilson Ribeiro.
Em face dessa circunstância, antes do início das obras foi promovido demorado estudo desse projeto.
Nesses novos estudos emergiu o portentoso prédio que abriga a mais importante Unidade de Lazer da AFPESP, o edifico Wilson Ribeiro.
Não foi nada fácil erguer esse portentoso prédio, pois enfrentamos a incontrolável inflação; seis planos econômicos (entre outros que se seguiram), um deles, é sabido, bloqueou os recursos de todos os brasileiros, inclusive o numerário que tínhamos disponível para o andamento da obra.
Cabe, nesta altura, um destaque: neste prédio construído com perseverança e dedicação, com o interesse, apenas, de proporcionar aos nossos associados e seus familiares momentos de lazer, não foi investido sequer um centavo que não seja de origem das nossas próprias receitas.
Essa familiaridade e interesse que tenho pela obra do Guarujá tem um início, pois, em 1º de maio de 1981, compareci à solenidade representando o então governador do Estado Paulo Maluf e o secretário da Administração Wadih Helú, de quem eu era assessor de imprensa.

Antônio Carlos Duarte Moreira é conselheiro vitalício e atual presidente do Conselho Deliberativo da AFPESP.