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Anvisa alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso de canetas emagrecedoras

Saúde
12 Fevereiro 2026
12 Fevereiro 2026

Publicação da agência chama atenção ao uso indevido, especialmente para emagrecimento sem indicação médica, que pode ocasionar eventos adversos graves

Por Redação

No início da semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta chamando atenção aos riscos do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, categoria que inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida, componentes das popularmente chamadas “canetas emagrecedoras”.

Embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, conforme a Anvisa destaca, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional. No Reino Unido, de 2007 a 2025, foram registrados 1.296 casos de pancreatite e 19 óbitos relacionados ao medicamento. Já no Brasil, nos últimos cinco anos, foram 145 casos suspeitos de eventos adversos e seis com desfecho de óbito.

“A pancreatite pode evoluir de forma súbita e grave, com potencial de fatalidade. Por isto, é fundamental que os pacientes que utilizam estes medicamentos sejam acompanhados por profissional habilitado”, frisa publicação da agência nacional. E ratifica: “O risco pode ser ainda maior quando estes medicamentos são utilizados fora das indicações autorizadas (ex.: emagrecimento rápido ou fins estéticos, sem indicação clínica).”

Desde junho último, farmácias e drogarias passaram a reter a receita desses medicamentos, seguindo resolução normativa da Anvisa (a RDC nº 973/2025 e a IN nº 360/2025). Ainda em 2025 também foi emitido um alerta informando que o uso da semaglutida pode causar, numa frequência muito rara, perda de visão repentina, podendo ser irreversível.

A Anvisa recomenda aos pacientes usuários desses medicamentos que procurem atendimento médico ao apresentar dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. E, sobretudo, não adquirir as canetas por fontes não confiáveis como internet e comércio informal.

Fonte: Agência Brasil

 

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