Publicação da agência chama atenção ao uso indevido, especialmente para emagrecimento sem indicação médica, que pode ocasionar eventos adversos graves
Por Redação
No início da semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta chamando atenção aos riscos do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP‑1, categoria que inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida, componentes das popularmente chamadas “canetas emagrecedoras”.
Embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, conforme a Anvisa destaca, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional. No Reino Unido, de 2007 a 2025, foram registrados 1.296 casos de pancreatite e 19 óbitos relacionados ao medicamento. Já no Brasil, nos últimos cinco anos, foram 145 casos suspeitos de eventos adversos e seis com desfecho de óbito.
“A pancreatite pode evoluir de forma súbita e grave, com potencial de fatalidade. Por isto, é fundamental que os pacientes que utilizam estes medicamentos sejam acompanhados por profissional habilitado”, frisa publicação da agência nacional. E ratifica: “O risco pode ser ainda maior quando estes medicamentos são utilizados fora das indicações autorizadas (ex.: emagrecimento rápido ou fins estéticos, sem indicação clínica).”
Desde junho último, farmácias e drogarias passaram a reter a receita desses medicamentos, seguindo resolução normativa da Anvisa (a RDC nº 973/2025 e a IN nº 360/2025). Ainda em 2025 também foi emitido um alerta informando que o uso da semaglutida pode causar, numa frequência muito rara, perda de visão repentina, podendo ser irreversível.
A Anvisa recomenda aos pacientes usuários desses medicamentos que procurem atendimento médico ao apresentar dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. E, sobretudo, não adquirir as canetas por fontes não confiáveis como internet e comércio informal.
Fonte: Agência Brasil
