Além do temido diagnóstico de câncer, agora há a possibilidade de infecção pelo novo coronavírus
Em maio deste ano, as Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica haviam estimado que de 50 a 90 mil brasileiros podem ter deixado de receber confirmação de câncer nos dois primeiros meses de pandemia. “Muitas pessoas que fariam exames de rastreamento oncológico vão deixar de realizá-los neste ano”, afirmou o oncologista Fernando Maluf em entrevista para Thaís Manarini, publicada na Veja Saúde no dia 18 de agosto. Ele também é um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer (IVOC) e apontou que o motivo dessa falta de diagnóstico é o medo de contrair o novo coronavírus, uma vez que as medidas para prevenção da Covid-19 incluem a quarentena e o isolamento social.
Em entrevista para o Estadão Conteúdo, publicada em 13 de maio no site Exame, o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) Paulo Hoff disse que o número de pacientes novos caiu 30%. “Além do risco de muitos desses tumores não diagnosticados evoluírem e ficarem mais graves, temos um segundo problema, que é o represamento desses casos por vários meses. Nosso sistema de saúde não tem uma capacidade infinita de atendimento. Se já tínhamos problema de acesso e demora antes da pandemia, imagine acumular diagnósticos de quatro ou cinco meses e eles aparecerem todos de uma vez mais para a frente. Teremos dificuldades para dar conta dessa demanda”, refletiu Hoff.
Diante dessa realidade, a campanha Novembro Azul, que conscientiza sobre a importância de consultas médicas e exames preventivos, cuja finalidade é o diagnóstico precoce do câncer de próstata, tem um novo obstáculo para driblar, a Covid-19, que, para pacientes com câncer, representa maior risco de desenvolver complicações graves.
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o segundo maior causador de mortes por câncer em homens no Brasil, e na fase inicial, quando tem mais chances de cura, os homens podem não apresentar sintomas. Quando apresentam, costumam ser: dificuldade de urinar, demora para começar e terminar de urinar, sangue na urina, diminuição do jato de urina e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. "Portanto, associado, não adie mais, é extremamente importante realizar seus exames. Reforçamos a campanha Novembro Azul, para que homens a partir dos 40 anos consulte um urologista para cuidar de sua saúde", declarou o presidente da AFPESP, Álvaro Gradim, que fez questão de gravar uma mensagem de alerta:
Rede Afinidade
Vale lembrar que associados da AFPESP contam com a Rede Afinidade, criada pela Coordenadoria de Assistência à Saúde, que disponibiliza acesso à consultas e procedimentos médicos, médico-complementares, diagnósticos, terapêuticos e odontológicos com condições especiais.
Para consultar o endereço de profissionais de saúde credenciados à Rede Afinidade e manter a sua saúde em dia, acesse: http://associadoh.afpesp.org.br/Servicos/AssistenciaSaude/Medicos.aspx
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