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Telerreabilitação no SUS reduz taxa de mortalidade de pacientes graves

Saúde
11 Junho 2026
11 Junho 2026

Estudo coordenado pelo Einstein Hospital Israelita e pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Proadi-SUS também revela melhora da recuperação após a alta hospitalar

Por Redação

Um estudo coordenado pelo Einstein Hospital Israelita e pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) mostrou que programa personalizado de reabilitação por teleatendimento durante dois meses após a alta é capaz de reduzir a mortalidade de 78,3% para 71,8%, em 90 dias, nos pacientes com insuficiência respiratória aguda submetidos à ventilação mecânica e aumentar a qualidade de vida de pacientes graves.

Além do programa de telerreabilitação, o modelo, que acompanhou 1.916 pacientes internados em 20 hospitais públicos de diferentes regiões do país entre 2024 e 2025, combinou suporte remoto às equipes das UTIs para acelerar a retirada dos pacientes da ventilação mecânica e avaliação multidisciplinar, realizada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos, entre outros profissionais, durante a permanência dos pacientes na enfermaria.

Ao observar aspectos como mobilidade, autonomia, atividades cotidianas, dor e saúde mental, os pesquisadores registraram score médio de qualidade de vida 33% superior ao do grupo controle, que recebeu os cuidados habituais. O tempo médio de ventilação mecânica caiu de 15,5 para 9,9 dias. Os pacientes submetidos a esse modelo permaneceram, em média, 4,9 dias a mais vivos e fora do hospital nos três meses seguintes à internação.

Os resultados foram apresentados ontem (10) em um congresso internacional de terapia intensiva em Belfast, na Irlanda do Norte, e publicados simultaneamente no Jama (Journal of the American Medical Association), uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo.

A estratégia do estudo reconhece um dos principais problemas enfrentados por pacientes críticos que têm alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva): a recuperação não é imediata. Frequentemente, esses pacientes voltam para casa com limitações físicas, cognitivas e emocionais que podem persistir por meses ou anos, mas nesta abordagem testada, a intervenção começa na própria UTI e se estende com a telerreabilitação, reduzindo as possíveis sequelas.     

Fonte: Folha de S.Paulo

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