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Tratamento gratuito de câncer infantil na zona leste vira central de pesquisa internacional

Saúde
07 Abril 2026
07 Abril 2026

Colaboração global pode melhorar ainda mais atendimento do SUS realizado em parceria com Hospital Santa Marcelina e ONG Tucca

Por Redação

O trabalho de excelência realizado pelo Hospital Santa Marcelina voltado ao tratamento de câncer de crianças e adolescentes, na zona leste da capital paulista, foi selecionado para integrar o programa global da instituição estadunidense de tratamento e pesquisa sobre a doença Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSK).

Intitulado SNF Global Pediatric Cancer Program at MSK Kids, o programa de colaboração internacional pode proporcionar ao centro brasileiro de oncologia benefícios clínicos, como a realização de exames fora do país, e científicos, ampliando a discussão de casos com especialistas do mundo todo.

“Somos o primeiro hub [ponto central] do MSK fora dos Estados Unidos para investimentos na área de educação, pesquisa e assistência. Nosso trabalho recebeu essa chancela e estamos felizes em aproveitar”, afirma Sidnei Epelman, presidente da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, Tucca, e diretor do serviço de oncologia pediátrica do Santa Marcelina Saúde.

A colaboração inclui também educação médica continuada. Os profissionais do Santa Marcelina e da Tucca terão acesso remoto às sessões acadêmicas sobre pediatria do MSK, conselhos globais multidisciplinares e poderão realizar simpósios e atividades com custeados pelo programa, como o ocorrido em 24 e 25 de março, em São Paulo

O Santa Marcelina, em trabalho conjunto com a Tucca, oferece cuidado integral a pacientes de diferentes regiões do estado, do Brasil e América Latina, como o caso destacado pela Folha de São Paulo do menino Lucas, 14, que veio com a família da Bolívia para o tratamento oncológico.

Cerca de 400 crianças são atendidas por ano e todo tratamento é gratuito, viabilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de doações da Tucca. Segundo Epelman, a parceria de 25 anos tem resultados importantes em termos de taxas de cura. Com o vínculo ao programa internacional, a expectativa é melhorar ainda mais.

Diagnóstico precoce

De acordo com o diretor da Tucca, a maior barreira para aumentar as taxas de cura no Brasil não é a tecnologia, mas o diagnóstico tardio e a dificuldade de acesso a centros altamente especializados.

Mais de 7 mil novos casos de câncer infantojuvenil são diagnosticados a cada ano no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). “As taxas de cura podem chegar a 80% quando há diagnóstico precoce e tratamento adequado. O problema é que muitos casos chegam tarde demais aos centros especializados”, frisa Epelman.

Nesse sentido, a associação também atua em campanhas educativas sobre sinais de alerta. “Fechamos o ciclo: educamos para diagnóstico precoce e tratamos sem custos ao paciente, dentro do SUS, com padrão MSK”, resume o diretor.

 

0407 imagem interna AndrewKungSidneiEpelmanDa esquerda para a direita: Andrew Kung, representante do MSK, e Sidnei Epelman. Foto: Alexandrinos Corporativo

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