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AFPESP vai a Brasília defender inclusão de associações de classe no PL da negociação coletiva no serviço público

Servidor Público
07 Julho 2026
07 Julho 2026

Artur Marques entrega ofício ao deputado federal André Figueiredo, relator do Projeto de Lei nº 1.893/26, na Câmara dos Deputados

Por Leandro Silva

Nesta terça-feira (7), a AFPESP esteve em Brasília (DF) para defender a inclusão expressa de associações e entidades de classe como representativas no Projeto de Lei nº 1.893/26, que dispõe sobre a negociação das relações de trabalho no setor público e a representação dos servidores e empregados públicos.

O presidente da Diretoria Executiva, Artur Marques, entregou ofício ao deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), relator do PL na Câmara dos Deputados. No documento, a associação alerta que o projeto não contempla adequadamente a participação das entidades associativas e de classe.

0707 banner destaque brasiliaDa esq. para a dir.: Artur Marques (presidente da Diretoria Executiva) e André Figueiredo (deputado federal).

A iniciativa acompanha o posicionamento da CNSP (Confederação Nacional dos Servidores Públicos), à qual a AFPESP é filiada, no sentido de assegurar ampla representação nos processos de negociação e diálogo institucional que envolvam o funcionalismo, sem concentração em sindicatos.

📃 Confira os aperfeiçoamentos ao texto do PL sugeridos pela CNSP

Para Artur Marques, as associações de classe configuram instrumentos legítimos de organização, diálogo institucional, defesa administrativa, judicial e extrajudicial, além de contribuírem para a formulação de propostas que visem à eficiência do serviço público.

“Não há negociação coletiva forte sem a participação das entidades de classe que, há décadas, defendem os servidores e dialogam com a administração pública”, afirmou o presidente da Diretoria Executiva, lembrando que a própria Constituição Federal, no artigo 103, inciso IX, reconhece a legitimidade constitucional das entidades de classe em âmbito nacional.

Segundo ele, o trabalho em Brasília foi propositivo. Agora, a associação deve encaminhar o ofício para outros deputados.

“O deputado André Figueiredo demonstrou interesse em nossa pauta, sobretudo quando tomou conhecimento da expressividade da AFPESP, que está prestes a completar 95 anos e tem mais de 250 mil servidores públicos associados.”

Agora, a associação encaminhará o ofício para mais deputados, de modo a reforçar o posicionamento junto ao Congresso Nacional.

Entenda o PL 1.893/2026

  • O Projeto de Lei nº 1.893/26 é de autoria do Poder Executivo, assinado pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
  • Foi apresentado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 16 de abril deste ano com objetivo de regulamentar a negociação coletiva e a representação sindical para servidores e empregados públicos nas esferas federal, estadual e municipal.
  • O texto foi elaborado por um Grupo de Trabalho Interministerial, instituído pelo Decreto nº 11.669/23, com base nas convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
  • O PL define que a administração pública – direta, autárquica e fundacional da União, Distrito Federal, estados e municípios – institua processos estruturados e permanentes de negociação com entidades representativas, observados princípios como democratização das relações de trabalho, paridade de representação e transparência.
  • No que se refere à representação de servidores e empregados públicos, o artigo 15 limita a atuação de entidades de classe de maneira residual, isto é, somente em caso de inexistência de sindicatos legalmente constituídos (impasse que levou a AFPESP a Brasília).
  • Garante no mínimo uma rodada de negociação anual, além de prevenção ao assédio e à discriminação, redução da judicialização de conflitos e diminuição de greves no setor público.

  • Também altera o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União (Lei nº 8.112/90) para assegurar licença remunerada ao servidor para o desempenho de mandato em confederação, federação ou sindicato.

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