Aulas presenciais no estado devem ser obrigatórias em fevereiro

Retorno compulsório é defendido pelo secretário estadual da Educação, Rossieli Soares

Por Redação

A retomada de atividades presenciais na educação básica do estado de São Paulo deve ser obrigatória a partir de 1º de fevereiro. A informação foi adiantada pelo secretário da Educação, Rossieli Soares, em entrevistas à imprensa nesta semana. Na manhã desta terça-feira (5), ele afirmou à Rádio Jovem Pan que não há mais justificativa para que as aulas continuem apenas a distância. "Não dá para fechar escolas e continuar com outras coisas abertas", disse.

Rossieli argumenta desde dezembro, quando houve publicação de decreto autorizando a retomada das aulas presenciais, que são raríssimos os casos de coronavírus entre crianças de até 10 anos. Segundo ele, não há registro de transmissão após o retorno parcial das atividades escolares. "As crianças até pegaram, mas dentro de suas casas ou em outros ambientes."

Detalhes sobre a reabertura das escolas serão tratados no Conselho de Educação no próximo dia 13. Diretrizes para o ano letivo de 2021 devem ser definidas a partir da reunião. Já há previsão, no entanto, de rodízio entre estudantes — com aulas uma ou duas vezes por semana, continuidade do ensino remoto, entre outras medidas.  

Servidores da Educação demonstram resistência ao retorno obrigatório. Para sindicatos e associações de classe de professores, as atividades presenciais só deveriam ocorrer depois que os profissionais forem vacinados. É o que pleiteiam a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP) e o Centro do Professorado Paulista (CPP). As entidades demonstram preocupação com o avanço da pandemia no Brasil, que registra alta de casos e óbitos por Covid-19 nos últimos meses.

Fontes: Rádio Jovem Pan, Seduc, Apeoesp e CPP