Por Cintya Regina Shimada Orosco
O HPV é um vírus responsável por uma infecção sexualmente transmissível - IST ou DST, podendo acometer a pele e mucosas.
Há uma variedade de tipos, que podem provocar as verrugas ou os condilomas, assim como lesões de alto risco associadas a diversos tipos de cânceres, como o de colo uterino, vagina, vulva, faringe, laringe, pênis e ânus.
A vacinação e o uso de preservativos femininos e masculinos são as formas preconizadas para a prevenção.
Epidemiologicamente falando, pode acometer desde adolescentes em suas primeiras relações sexuais desprotegidas até mesmo pessoas viúvas que voltaram a ter vida sexual ativa, com o advento do aumento tanto da expectativa e da qualidade de vida, resultando no maior número de casos de HPV detectados pelo PCR, principalmente os tipos 6, 8, 11, 13, 16, 18, sendo estes dois últimos os associados a 70% dos casos de câncer de colo uterino, cobertos pela vacina tetravalente, fornecida pelo SUS.
Eis a importância da prevenção por meio dos exames da colpocitologia oncótica, o Papanicolau, e do PCR para o HPV de secreção de colo uterino e vagina, assim como do uso de preservativos femininos e masculinos e da vacina, procedimentos tão simples, mas altamente eficazes no combate dos cânceres citados e das implicações de seus tratamentos, que podem ser complexos, do ponto de vista cirúrgico, e envolver rádio e quimioterapia.
O diagnóstico precoce envolve um tratamento menor quando realizado.
Texto publicado em referência ao Março Lilás, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero com foco no diagnóstico precoce e na vacinação contra o HPV.

Cintya Regina Shimada Orosco é médica ginecologista do Ambulatório Médico AFPESP.




