Tratamento inadequado facilita desenvolvimento de sinusite, pneumonia e bronquite aguda
Por Redação
Ao tentar controlar febre baixa, coriza e dor de garganta com o uso de medicações sem orientação de especialista, por mais de sete dias, as pessoas podem acabar facilitando infecções bacterianas secundárias. É o que alertam especialistas do HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual) em publicação sobre os riscos da automedicação.
Esse cenário é ainda mais perigoso para pessoas idosas. A medicação sem avaliação médica minimiza a intensidade de sintomas de uma infecção mais resistente e pode desequilibrar doenças como diabetes, asma e quadros renais crônicos.
A demora no tratamento correto, destacam os especialistas, também pode facilitar o desenvolvimento de quadros de sinusite, pneumonia e bronquite aguda. Infecções virais, mudanças bruscas de temperatura e fatores alérgenos – como ácaros e pólens – são outras condições relacionadas a alterações e agravamento de doenças pré-existentes.
“Medicações sintomáticas podem ser usadas, mas não mais que sete dias. Após esse prazo, a avaliação médica é essencial, principalmente para idosos, que têm a imunidade mais fragilizada”, aponta a coordenadora do pronto-socorro do HSPE, Raquel Moreira.
Para evitar a piora das síndromes gripais, ela orienta evitar ambientes fechados e aglomerações, agasalhar-se bem, além de manter boa alimentação, hidratação e descanso adequado.
Fonte: Agência SP




