Acompanhamento profissional também é importante para lidar com as mudanças resultantes do envelhecimento
Por Redação
O fim da rotina de trabalho com a aposentadoria e o declínio funcional estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais como a depressão em idosos. É o que destacam especialistas do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) em artigo sobre a saúde mental após os 65 anos.
Diante dos desafios do envelhecimento, como o encerramento da carreira profissional e a perda de autonomia muitas vezes relacionadas a doenças crônicas ou dificuldades de mobilidade, os idosos podem apresentar falta de energia, alteração no sono ou no apetite e perda de interesse por atividades que antes faziam parte do dia a dia, como se exercitar, cozinhar ou ir ao mercado. Esses comportamentos, de acordo com os especialistas, podem indicar adoecimento mental.
O Brasil possui mais de 30 milhões de idosos, de acordo com o IBGE, e a depressão é o transtorno mental mais frequente nessa população. Ainda, a taxa de suicídios entre pessoas com mais de 70 anos é significativa, conforme levantamento do Ministério da Saúde, sobretudo entre os homens – 18,1 óbitos por 100 mil habitantes.
A redução da funcionalidade e da motivação “geram sentimento de inutilidade e falta de conexão com o outro”, afirma a psiquiatra do Iamspe, Heloísa Batistussi. Ela aponta no texto: “o paciente deixa de ver perspectiva de futuro, de viver o presente e tem a sensação de que a vida já foi vivida”.
Nesse sentido, a união familiar é essencial para que o idoso não se sinta desamparado. “A família tem um papel importante de ouvir essa pessoa, acolher sua angústia e ajudá-la a se conectar com o mundo atual”, Batistussi frisa. Ela também cita programas que promovam a socialização, atividades físicas e de lazer como fundamentais à reversão do quadro depressivo, assim como tratamento com profissional médico.
Quando a prevenção ao suicídio falha, há ainda o outro lado, de quem tem que lidar com o luto. Esse tema também foi abordado pela AFPESP no episódio 7 do videocast Saúde em Foco, disponível no canal da associação no YouTube.
Vida ativa na terceira idade
Pensando em sua base de associados, em grande parte composta por pessoas idosas, a AFPESP promove diversas atividades voltadas ao bem-estar, socialização e desenvolvimento de novas habilidades, técnicas ou de lazer, na capital paulista e nas cidades de suas unidades regionais.
A Coordenadoria de Educação e Cultura tem uma vasta agenda de cursos de dança, teatro, música, artes plásticas e artes aplicadas que acontecem nas unidades CBI e Venceslau Brás. Em Esportes, alongamento funcional e pilates estão entre as práticas oferecidas aos associados.
Já o Grupo da Amizade se reúne todas as quartas-feiras, às 14h, no 1º andar da Sede Social (rua Dr. Bettencourt Rodrigues, 155, Centro – SP), realizando palestras, teatros, sessões de cinema, gincana entre outras ações.
Fonte: Agência SP, Agência Brasil




