Vacinação é essencial para reduzir internações e mortes, especialmente entre idosos, crianças e gestantes
Por Redação
No último sábado (28), foi iniciada a campanha nacional de vacinação contra a influenza. Apesar da eficiência comprovada, muita desinformação e as chamadas “fake news” circulam acerca do imunizante – essencial para reduzir internações e mortes, especialmente entre idosos, crianças e gestantes.
Somente no estado de São Paulo, mais de 5 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza e 401 óbitos já foram registrados em 2026, reforçando a importância da vacinação.
Em comunicado à imprensa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reafirmou que o imunizante utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) é seguro, eficaz e rigorosamente testado, e esclareceu questões técnicas sobre alguns pontos das notícias falsas. Confira:
O uso do mercúrio (Timerosal)
O mercúrio utilizado na vacina (na forma de timerosal) não representa risco à saúde, conforme a Anvisa. O componente atua como conservante, impedindo o crescimento de bactérias e fungos em frascos que contêm várias doses.
A quantidade é ínfima e muitos estudos comprovam que essa formulação específica é eliminada rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins.
Octoxynol-10 (Triton X-100)
As notícias falsas alegam que este componente causaria doenças autoimunes ou câncer. A informação não tem base científica. Esta substância é um detergente usado para fragmentar o vírus durante a fabricação, garantindo que ele seja inativado (morto) e não cause a doença.
O Triton X-100 é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves.
Formaldeído (Formol)
A tentativa de comparar o formaldeído da vacina com o "formol" usado em concentrações perigosas (como em salões de beleza) é enganosa. O corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das células. O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina.
O formaldeído só é considerado cancerígeno em exposições industriais altas e prolongadas. Nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para inativar o vírus, sendo incapaz de causar leucemia ou outros tumores.
Fonte: Anvisa e Governo do Estado de São Paulo




