Em reunião na Sede Social, presidente reeleito da CCM apresentou metas para biênio 2026-2028 à Diretoria Executiva da associação
Por Jéssica Silva
Na quarta-feira (24), o presidente da Diretoria Executiva da AFPESP, Artur Marques, recebeu, na Sede Social, o presidente da CCM-Iamspe (Comissão Consultiva Mista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo), Michel Iorio Gonçalves.
Participaram também da reunião os coordenadores da Secretaria Geral, Feres Sabino, e de Associativismo, Eduardo Primo Curti; além do associado José Luiz Rocha, que é membro da CCM na Baixada Santista.
Na ocasião, Gonçalves falou das metas da nova gestão da comissão para o biênio 2026-2028 (maio deste ano a maio de 2028). Ele foi reeleito no pleito realizado mês passado e, juntamente na chapa “Democracia e Luta”, a conselheira da AFPESP Meire Eveli Tamen, como titular da Coordenação Grande São Paulo da CCM. “Com a participação da Meire, estaremos ainda mais unidos em prol do Iamspe. Agradecemos o apoio da AFPESP; sempre tivemos uma participação muito ativa da associação”, disse Gonçalves.
Conforme ele apresentou, a nova gestão tem como foco fortalecer as comissões regionais existentes e ampliar a criação das municipais. Também, aumentar a participação das entidades do funcionalismo na CCM. “Temos um número considerável de entidades representativas, mas queremos ampliar ainda mais essa comunicação”, frisou o presidente.
Da esquerda para a direita: Feres Sabino (Secretaria Geral), José Luiz Rocha (associado e membro da CCM na Baixada Santista), Artur Marques (presidente da Diretoria Executiva), Michel Iorio Gonçalves (presidente da CCM-Iamspe) e Eduardo Primo Curti (Associativismo). Foto: Elisa Izumi Torres
É meta da gestão a reforma do regimento da comissão que, segundo Gonçalves, apresenta muitas lacunas que dificultam a atuação do grupo, e a participação ativa nas lutas dos servidores do Estado, marcando presença em mobilizações e apoiando pautas que defendam trabalhadores e serviços públicos.
Desafios
A CCM segue com duas principais bandeiras de lutas; uma delas, o aumento do financiamento público. Segundo Gonçalves, o Governo do Estado tem diminuído o aporte financeiro anual. “Temos informações de que o investimento não chega a um quarto dos custos. Os usuários é que sustentam o Iamspe”, externou. O instituto ainda sofre com o esvaziamento de cargos e a terceirização, o que torna o serviço prestado cada vez mais precário.
Outra bandeira central é transformação da CCM em comissão deliberativa, para aumentar o poder de decisão dos servidores sobre o Iamspe. “Enquanto tivermos a comissão, conseguiremos acompanhar de perto as ações tomadas para o instituto e é importante fortalecê-la”, concordou José Luiz Rocha.
“É uma luta desde a fundação [da CCM] torná-la deliberativa, administrativa e fiscal”, frisou Gonçalves. Nesse sentido, o presidente Artur Marques assegurou: “a AFPESP apoia essa mudança, assim como unir forças nesse pedido por meio de ofício à Secretaria de Gestão e Governo Digital do Estado de São Paulo”.
O líder da CCM destacou ainda que representantes da comissão estarão presentes nas discussões da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), junto aos deputados, para levar as demandas do Iamspe e acompanhar decisões que possam impactar servidores e serviços de saúde.
Reunião sobre as metas da CCM-Iamspe para o próximo biênio aconteceu na Sede Social, na capital paulista. Foto: Elisa Izumi Torres
Representação
Os dirigentes também pautaram na reunião a regulamentação da negociação coletiva das pessoas servidoras e empregadas públicas, prevista no PL (Projeto de Lei) nº 1.893/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Para Artur Marques, as associações de classe também têm papel fundamental na mesa de negociação. O PL cita as associações como representantes dos servidores ou empregados públicos no processo de negociação somente em caso de inexistência de sindicatos legalmente constituídos.
“Vamos acompanhar as discussões na Câmara e esperamos que as associações sejam incluídas; embora a associação não tenha essa finalidade, a entidade tem relações trabalhistas e está em concordância com a defesa de direitos dos servidores”, pontuou o presidente da Diretoria Executiva. “Apoiamos essa inclusão”, assentiu o presidente da CCM.




