Ação em conjunto com a Colsan aconteceu na Sede Social, nos dias 21 e 22 de julho; doações podem salvar até 228 vidas
Por Andréa Ascenção
Nos dias 21 e 22 de julho, das 9h às 14h, a AFPESP, em parceria com a Colsan – Associação Beneficente de Coleta de Sangue –, realizou a campanha “Doe sangue, salve vidas – um gesto simples pode mudar tudo”, no Salão Nobre da Sede Social, no centro de São Paulo. A iniciativa, aberta ao público, gerou a doação de 57 bolsas de sangue.
Inédita na história de quase 95 anos da instituição, a ação contou com uma estrutura robusta para garantir o conforto e a segurança dos doadores. A operação mobilizou uma equipe especializada da Colsan composta por 15 profissionais, além de suporte logístico completo para o transporte do material coletado, que precisa de resfriamento adequado.
Campanha da AFPESP reforça estoque de sangue na capital paulista. Foto: Elisa Izumi Torres
Para o presidente da AFPESP, Artur Marques, o resultado da ação reflete o compromisso social da entidade. “O sucesso desta primeira campanha de doação de sangue aberta ao público e promovida pela nossa Coordenadoria de Assistência à Saúde reforça a essência da AFPESP: cuidar das pessoas. A adesão exemplar de nossos associados, funcionários e da comunidade demonstra que a solidariedade é uma marca indelével do serviço público. Agradeço profundamente a cada doadora e doador por esse gesto que salva vidas, bem como à Colsan pela excelência de toda a estrutura técnica montada em nossa Sede Social”, declarou Artur Marques.
Perfil dos doadores
Das 57 pessoas que doaram sangue, 35 se identificaram pertencentes ao gênero feminino e 22 ao masculino. No primeiro dia da campanha, a faixa etária que mais participou tinha entre 40 e 49 anos. Já no segundo dia, a maioria dos doadores tinha entre 18 e 29 anos. Outras seis pessoas compareceram, mas foram consideradas inaptas a doar sangue.
Cada doação de sangue pode salvar até 4 vidas. O sangue doado é separado em componentes – Concentrado de Hemácias (CH), Concentrado de Plaquetas (CP), Plasma Fresco Congelado (PFC) e Crioprecipitado (CRIO) – que podem ser utilizados em diferentes tratamentos. Apenas com as doações da campanha promovida pela AFPESP é possível salvar até 228 vidas que precisem de algum desses componentes.
Motivado pela vontade de ajudar o próximo, Kauê de Oliveira Alves, 19 anos, doou sangue pela primeira vez. O auxiliar administrativo da Controladoria da AFPESP revelou: “Tenho isso em mente: tudo que está ao meu alcance, gosto muito de fazer. Foi prático porque já venho para o trabalho diariamente. Achei bem tranquilo e rápido, assim como tirar sangue para qualquer exame”.
Kauê de Oliveira Alves doou sangue pela primeira vez na vida. Foto: Elisa Izumi Torres
Aos 31 anos, Francielle Rasquinho, analista de Gestão de Pessoas, fez sua terceira doação de sangue. “A primeira vez que eu doei fui junto com a minha família”, contou a funcionária da AFPESP. A segunda vez também foi por causa de uma campanha interna da AFPESP, que aconteceu no ano passado. “Eu fiquei nessa expectativa, de ter outras campanhas. Vi o e-mail e agendei meu horário”, disse Francielle.
Francielle Rasquinho doou sangue pela terceira vez na vida. Foto: Elisa Izumi Torres
Quem também participou da campanha foi a associada Virginia Lordello Benini, 66 anos. “Eu sempre gostei de doar. É rápido, é fácil, ajuda a salvar vidas e você pode ser uma pessoa que vai precisar amanhã. Então, não custa nada você fazer esse gesto de amor”, declarou Virginia.
Associada Virginia Lordello Benini passa na triagem para doar sangue. Foto: Elisa Izumi Torres
Doador de sangue desde os 18 anos, Francis Peixoto Rodrigues da Silva, agora com 42 anos, foi o primeiro voluntário a encher uma bolsa de sangue para a campanha. “Todo ano eu doo sangue. Como sou ex-militar, tinha essa programação. Acho que levei cinco minutos pra doar sangue. É um negócio tão simples que às vezes a gente esquece. Só lembra quando alguém da nossa família precisa. Se todo mundo bem soubesse, fazia essa doação. Não tem gratificação maior do que isso. Parabéns à AFPESP pela iniciativa”, pontuou o bombeiro.
Francis Peixoto Rodrigues da Silva doando sangue. Foto: Elisa Izumi Torres
Para onde vai o sangue doado?
“O sangue que a gente tira é em torno de 450 a 470 ml”, explicou Luciene da Costa Silva Ribeiro, supervisora de enfermagem e comunicação da Colsan, que atualmente possui 10 postos de coleta, com distribuição para mais de 100 hospitais municipais. “Temos uma média mensal de 14 a 15 mil bolsas coletadas. Esse é o nosso estoque ideal. Em média, 700, 800 bolsas por dia”.
“O sangue é um elemento fundamental na vida. Portanto, a doação é um dos atos mais nobres que existe. Essa campanha da AFPESP trouxe a oportunidade de doar algo de si sem saber para quem e em uma época que os estoques de sangue costumam cair”, refletiu o coordenador de Assistência à Saúde, Ulysses Francisco Buono.
Luciene complementou: “Julho é um mês muito preocupante porque é período de férias, de frio, quando o índice de resfriados e doenças respiratórias impede a doação. Cai muito o número de doadores”. Por isso, a doação de sangue não pode parar. Veja aqui se você cumpre todos os requisitos para ser um doador e procure o posto de coleta mais próximo.
Equipe por trás da campanha de doação de sangue se reúne com o presidente da AFPESP, Artur Marques. Foto: Elisa Izumi Torres



